O Dia Internacional de Nelson Mandela

Em 18 de julho de 1918 nascia o maior líder político da África do Sul

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Ilustração: Freepik

 “Ninguém nasce odiando o outro pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar” – Nelson Mandela. 

 Nelson Rolihlahla Mandela, um dos maiores símbolos de resistência ao apartheid completaria na última sexta-feira, dia 18, 107 anos de vida. Mandela nasceu em Mvezo, no Distrito O. R. Tambo, Cabo Oriental, uma pequena vila com cerca de 800 habitantes, localizada nas margens do rio Mbashe.

 Quando nasceu, a África do Sul sofria as dores da opres são colonizadora que impunha uma supremacia branca institucionalizada: pessoas pretas não poderiam frequentar os mesmos espaços do que pessoas brancas – a não ser que fosse para servi-los. Mesmo com a extrema dificuldade em acessar espaços como o de educação, Mandela ingressou no curso de Direito na Universidade de Fort Hare, mas foi expulso por participar de protestos contra as políticas da universidade. Posteriormente, ele continuou seus estudos na Universidade de Witwatersrand, onde se formou e começou a se envolver profundamente em atividades políticas. Nelson Mandela ingressou no Congresso Nacional Africano (CNA) em 1944, iniciando uma trajetória política marcada pela luta contra o apartheid na África do Sul.

Inicialmente pacífica, a resistência ganhou contornos armados com a criação da Umkhonto we Sizwe (“A Lança da Nação”), braço militar do CNA fundado por Mandela e outros líderes, frente ao endurecimento do regime racista nos anos 1950 e 1960.

 Preso em 1962 e condenado à prisão perpétua por atividades consideradas subversivas, Mandela passou 27 anos encarcerado, a maior parte deles na prisão de Robben Island. Durante esse período, tornou-se símbolo global da resistência contra o apartheid, mobilizando campanhas internacionais que pressionaram o regime sul-africano. Sua libertação, em 1990, foi resultado de intensas negociações e da pressão popular. Em 1994, tornou-se o primeiro presidente negro do país, liderando a transição para uma de mocracia multirracial. À frente do governo, destacou-se pela criação da Comissão Verdade e Reconciliação e pela reescrita da Constituição, priorizando a reconciliação nacional.

 Após deixar a presidência, em 1999, Mandela manteve seu ativismo por meio da Fundação Nelson Mandela, atuando em defesa dos direitos humanos, no combate ao HIV/AIDS e na mediação de conflitos internacionais. Reconhecido mundialmente por seu legado, foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Em 2010, a ONU instituiu o 18 de julho, data de seu nascimento, como o Dia Internacional Nelson Mandela. Faleceu em 2013, aos 95 anos, consolidado como uma das maiores lideranças morais da história contemporânea.

 Com informações: gov.br. 

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