Jornal Linha Viva entrevista candidaturas à Diretoria Comercial na Celesc

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O jornal Linha Viva mantém a tradição e mais uma vez entrevista as candidaturas à Diretoria Comercial na Celesc. Os três candidatos homologados pela Comissão interna da Celesc foram contatados na última sexta-feira, dia 9 de janeiro, receberam as mesmas perguntas e tiveram o mesmo prazo para enviar suas respostas: nesta segunda-feira, dia 12, até às 18h. Todos eles responderam dentro do prazo e seguiram as regras previamente estabelecidas. Abaixo você confere as perguntas feitas pelo Linha Viva e as respostas enviadas pelos candidatos. A Intercel recorda que, por decisão do último Congresso dos Empregados da Celesc, realizado em maio passado, em Blumenau, há a definição da categoria para que os sindicatos não apoiem candidaturas à Diretoria Comercial da Celesc. Do mesmo Congresso, foi tomada a decisão pela categoria para que houvesse apoio à candidatura para Representante dos Empregados no Conselho de Administração da empresa – candidatura hoje representada por Paulo Horn. A Intercel reforça a recomendação para que a categoria ouça todas as propostas e participe dos encontros com os candidatos, tanto à Diretoria Comercial como ao Conselho de Administração. 

 

Evandro de Paula Santos

Sou formado em Técnico em Eletrotécnica, Administração de Empresas e tenho MBA em Gestão Pública. Trabalho na Celesc há 19 anos. Trabalhei na loja de atendimento e na SPTC. Fui gerente comercial da DVCL. Como trabalho principal destaco o combate à inadimplência, pois pela primeira vez na ARFLO, conseguimos atingir a meta! Fui gerente do DPGC e responsável pelas 259 lojas de atendimento, call center, os grandes clientes e o faturamento.

 

Orli Osvaldo do Carmo 

Sou Orli Osvaldo do Carmo, economista (UFSC) e especialista em Gestão e Comercialização de Energia Elétrica (FEPESE). Na Celesc desde 2006, atuo em conjunto com as equipes na busca de soluções. Como ex-Gerente de Faturamento, liderei projetos de impacto direto na eficiência, como a implantação do Sistema de Leitura, Impressão e Entrega Simultânea (LIES). Na Diretoria Comercial unirei experiência e competência técnica para fazer “Uma só Celesc”.

 

Wagner Felipe Vogel 

Natural de Jaraguá do Sul, engenheiro mecânico, com MBAs em Gestão Empresarial e Gestão de Projetos. Na CELESC desde 2014, atuei pela CELESC Geração, na Agência Regional de Jaraguá do Sul e, desde 2019, em Joinville, como gerente do Núcleo Norte e da Agência Regional. Estas oportunidades permitiram conhecer os processos da companhia, os desafios e buscar melhorias visando a qualidade do serviço e a manutenção da CELESC Pública e eficiente.

 

Qual a maior necessidade da Diretoria Comercial da Celesc hoje? Que prioridade você elenca para sua atuação como diretor Comercial? 

 

Evandro: Resolver as pendências do sistema comercial. Não podemos achar normal a situação caótica desse sistema. Minha prioridade será realizar uma força-tarefa para resolver essas pendências com duas vertentes: problemas mais complexos e os problemas pontuais que dificultam o trabalho no dia a dia. Vamos ampliar o quadro de lotação devido às novas demandas do sistema. Durante o Congresso dos Empregados muitos manifestaram o interesse por melhores treinamentos e vamos realizar um treinamento presencial para todos os envolvidos no sistema comercial.

 

Orli: Nossa maior necessidade é humanizar os processos e sanar a instabilidade do Connect, que tem gerado adoecimento e sobrecarga aos empregados. Minha prioridade será estabilizar o sistema, fortalecer e valorizar as equipes e colocar as demandas em dia, devolvendo a tranquilidade e a dignidade aos celesquianos e celesquianas. Não aceitaremos a ineficiência como destino; vamos consertar os processos para proteger a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, a imagem da Celesc e o patrimônio dos catarinenses.

 

Wagner: Hoje, a maior necessidade da Diretoria Comercial é a estabilização dos processos impactados pela implantação do SAP, com maior criticidade nos processos de faturamento, arrecadação e consequentemente, na gestão da inadimplência. A prioridade da minha atuação será dar previsibilidade às equipes, ouvir as demandas regionais e de nossos clientes, e restabelecer a qualidade do nosso atendimento e do serviço prestado, com foco em eficiência operacional, transparência e valorização do trabalho dos empregados.

 

O cenário nacional e local tem colocado os direitos de trabalhadores em constante ameaça e as últimas negociações coletivas na Celesc têm sido muito difíceis. Diante da Diretoria Colegiada, qual será sua postura sobre os direitos de celesquianas e celesquianos?

 

Evandro: Os direitos dos trabalhadores da Celesc são fruto de uma forte organização sindical e de uma luta constante dos empregados! Serei um defensor dos direitos dos empregados e defenderei a valorização salarial. Sou um candidato sem compromisso com nenhum grupo político e independente da atual diretoria. Sou livre para defender exclusivamente os interesses dos empregados e da Celesc Pública, sempre! Defendo também que o valor global da PLR seja revisto e ampliado para que haja uma distribuição maior e mais justa para os empregados!

 

Orli: Sou parceiro de luta e defensor da igualdade de direitos e da qualidade de vida. Minha postura será de defesa da união da classe: “Uma Só Celesc”. Lutarei pela isonomia e igualdade de direitos e benefícios, pois acredito que para trabalho igual, deve haver reconhecimento igual. Na Diretoria Colegiada, atuarei para que a valorização das pessoas e ambientes humanos de trabalho sejam o alicerce de qualquer decisão, combatendo a precarização.

 

Wagner: Minha postura será de respeito aos direitos dos(as) celesquianos(as), com diálogo permanente com as entidades representativas. Acredito na CELESC Pública, forte e eficiente, com relações de trabalho equilibradas, seguras e valorizadas. Na Diretoria Co legiada, respeitando a alçada das diferentes diretorias, defenderei soluções negociadas, responsáveis e sustentáveis, que preservem direitos e garantam a continuidade do serviço público de qualidade.

 

Como você se posiciona em relação à manutenção da Celesc Pública? Como pretende atuar em defesa da Celesc Pública?  

 

Evandro: Minha primeira proposta de campanha e mais importante é a Defesa da Celesc Pública! Como empresa pública, a Celesc possui uma das tarifas mais baixas do país e oferece um atendimento de qualidade à população. A Celesc sempre esteve entre as melhores concessionárias e em 2020 ganhamos o prêmio de melhor distribuidora de energia do país na avaliação do cliente. Na diretoria colegiada, serei um defensor da Celesc Pública, um diretor comprometido com os interesses dos empregados! Combaterei todo movimento de diretores ou presidente que tenha intenção de privatização. Celesc Pública, sempre!

 

Orli: Celesc pública é questão de honra; é a força motriz para o desenvolvimento de Santa Catarina há 70 anos. A privatização visa apenas o lucro, resultando em demissões, precarização dos serviços e da qualidade de vida do trabalhador, prejudicando à sociedade como um todo. Atuarei com eficiência técnica e financeira, combatendo a inadimplência e as fraudes para fortalecer o caixa e blindar nossa concessão pública. Serei uma voz firme na Colegiada e no Conselho de Administração em defesa de uma CELESC PÚBLICA, JUSTA E EFICIENTE.

 

Wagner: Sou defensor da CELESC Pública e eficiente. Nossa empresa cumpre um papel ESTRATÉGICO para Santa Catarina como agente propulsor do desenvolvimento econômico e social. Isso só é possível com a gestão integrada às políticas públicas, voltada ao interesse do catarinense, diante deste serviço básico que é a energia elétrica. Atuarei para fortalecer a gestão pública PROFISSIONAL, que entrega RESULTADOS, com TRANSPARÊNCIA e RESPONSABILIDADE, cumprindo sua função estatutária e social. A CELESC do catarinense é pública, tem qualidade, tarifa justa e imagem respeitada junto aos nossos clientes.

 

Hoje, muitos celesquianos entendem que a diretoria da Celesc atua em uma lógica privada de gestão. Qual a sua visão sobre isso e qual o seu projeto para combater essa prática, que só favorece aos acionistas? 

 

Evandro: Concordo com nossos colegas celesquianos. Vemos diariamente a falta de recursos para a realização das atividades e principalmente a falta de empregados devido a ausência de contratação pela atual diretoria. Neste sentido, uma das minhas propostas será revisar o quadro de lotação para adequar a realidade e suprir as necessidades de cada área da Celesc. Como exemplo, cito a criação da área de workflow que precisa de pessoas altamente qualificadas para resolver as demandas e em nenhum momento houve um planejamento para contratação de pessoal.

 

Orli: Defendo que o maior patrimônio da Celesc é o trabalhador e sua família. Não é justo bater recordes de lucro e dividendos a acionistas enquanto a isonomia de direitos é negada aos trabalhadores. Não posso concordar com a venda do patrimônio da empresa para locar imóveis e pagar aluguel em locais menos favorecidos estrategicamente. Meu projeto bate a lógica meramente financeira, priorizando investimentos em tecnologia e nas pessoas para que o trabalhador não seja o “pára-raios” de erros sistêmicos.

 

Wagner: A Modicidade Tarifária é um princípio fundamental do setor elétrico – tarifa justa ao serviço oferecido. Recentes eventos em distribuidoras privadas mostram que a piora do serviço está ligada à negligência, ao se ignorar a necessidade de investir e manter os serviços operacionais, gerando um abismo para a necessidade técnica, dos empregados e do cliente. Minha visão é a gestão pública moderna: Eficiência vem do compromisso técnico, foco no cliente e respeito às pessoas. A CELESC DEVE GERAR RESULTADO: qualidade no serviço, valorização profissional, e naturalmente, sustentabilidade financeira.

 

A categoria e os sindicatos da Intercel têm, ao longo dos anos, atuado contra as terceirizações nas atividades da empresa. Qual a sua posição sobre a terceirização na área comercial e em toda a Celesc? 

 

Evandro: Sou extremamente contra a terceirização na Celesc, seja na área comercial ou em outras áreas! A atual diretoria terceirizou atividades que envolvem o faturamento da empresa e vamos reverter essa situação, pois mexer em faturas é algo delicado e envolve a segurança financeira da Celesc. Recentemente atendi uma pessoa que estava questionando a reprova na ligação de energia e ela perguntou se os eletricistas eram terceirizados. Respondi que sim. Em seguida ela perguntou se poderia ir uma equipe própria da Celesc. Este relato reforça que a população prefere que a Celesc tenha empregados próprios!

 

Orli: Sou terminantemente contra a terceirização e a precarização do trabalho na Celesc. A qualidade técnica e a continuidade do serviço público dependem da valorização do empregado de carreira. A terceirização enfraquece o conhecimento institucional e prejudica a prestação de serviços. Minha gestão priorizará a capacitação interna e o fortalecimento das equipes próprias, garantindo que o controle dos processos permaneça nas mãos dos celesquianos e celesquianas.

 

Wagner: A terceirização é uma realidade em alguns serviços e deve ser tratada com responsabilidade. Aproveito para registrar que sou contrário à terceirização do atendimento presencial, que considero atividade estratégica e sensível. Defendo fortalecer as equipes internas e a manutenção do quadro de empregados. Iremos estabelecer um plano estruturado de formação e reciclagem dos nossos profissionais, definir conteúdo e um calendário previsível, rever processos e utilizar da terceirização apenas onde for necessária para manter a capacidade operacional, sem prejudicar as relações de trabalho.

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