Promessa de pré-campanha do prefeito de Chapecó é um ataque à classe trabalhadora
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) decretou a caducidade do contrato de concessão dos serviços de água e esgotamento sanitário com a Casan, firmado em 2016 por um prazo de 30 anos. Além disso, em entrevista para a colunista Soledad Urrutia, do Portal Upiara, falou da possibilidade de “privatizar a Casan”, se eleito governador.
De acordo com o Sintaema SC, sindicato que representa trabalhadoras e trabalhadores da Casan em todo o estado, o gesto do prefeito significa uma “tentativa de privatização movida por interesses eleitoreiros”. Ainda de acordo com o sindicato, “o prefeito João Rodrigues, pré-candidato ao governo do Estado, rompeu o contrato com a Casan para contratar empresa privada sem licitação, e já declarou que pretende privatizar a companhia se eleito. Não é um caso isolado: São Miguel do Oeste também luta contra a privatização”.
O Sintaema SC também afirma que, em Santa Catarina, “mais de 20% dos prefeitos já foram presos por irregularidades relacionadas a esse tipo de contratação no setor de saneamento”. E que sem a regionalização do saneamento, os municípios permanecem vulneráveis. Cabe ao governador Jorginho Mello (PL) cumprir com a carta compromisso em defesa da Casan pública, firmada com o Sintaema, assumir a responsabilidade pela regionalização, apresentar o projeto e garantir sua aprovação.
A Intercel e a Intersul se solidarizam com a categoria casaniana e recorda que, em municípios e estados que já tiveram suas companhias de água e saneamento privatizadas, os preços aos usuários subiram e a qualidade dos serviços caiu, dificultando ainda mais o acesso da população à água, que é um direito básico a todo cidadão. Além disso, o pré-candidato já larga mal em sua tentativa de chegar ao Palácio d’Agronômica. Privatizar não é solução para o saneamento em Santa Catarina e em nenhum lugar do País.

