Piora nas condições de trabalho na Copasa é tema de audiência pública na ALMG

Piora nas condições de trabalho na Copasa é tema de audiência pública na ALMG

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Privatização da companhia de saneamento mineira foi iniciada pelo governo Romeu Zema (Novo)

A Assembleia Legis­lativa de Minas Gerais (ALMG) debateu na se­mana passada a piora nas condições de tra­balho na Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), após sua privatização pelo governo estadual, concluída em 16 de junho de 2026, um mês atrás.

Entre os pontos mais preocupantes, estão o anúncio pela em­presa da transferência compulsória de mais de 3 mil trabalhado­res. O deputado estadual Betão (PT/MG) considerou “absurda e inaceitável” a medida, pelo fato de ser tomada sem transparência, sem diálogo e sem apresentar critérios que justifiquem a decisão.

“A empresa coloca em risco a vida de centenas de famílias, impondo mudanças bruscas de cidade, aumento de despesas e impactos profundos na rotina e nas condições de trabalho”.

A realização da audiência pública atende ao clamor de muitos funcionários da Copasa, que apresentaram inúmeras denúncias ao gabinete de Betão. “Já protocolamos requerimento exigindo a suspensão imediata das transferências e a apresentação dos estudos e fundamentos que embasaram a medida”, confirmou.

“Vamos cobrar explicações, defender os direitos da classe tra­balhadora e buscar reverter esse grave ataque; seguimos firmes na defesa da dignidade do trabalho, do serviço público e do patri­mônio do povo mineiro”, concluiu Betão.

Privatização

O processo de privatização da Copasa foi concluído no dia 16 de junho, em uma cerimônia na Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. O Governo de Minas entregou as ações à empresa ganha­dora, a Equatorial, que pagou R$ 8,38 bilhões ao Estado.

Com informações da ALMG.

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