Nos dias 2 e 3 de fevereiro os Celesquianos terão a oportunidade de eleger, mais uma vez, um representante no Conselho de Administração e na Diretoria Comercial da Celesc. Mais que um direito, votar para as duas representações é um DEVER de todos os Celesquianos.
Na eleição para Diretor Comercial existem três candidatos, e é fundamental analisar a história que esses empregados construíram na Celesc antes do processo eleitoral. Tive a oportunidade de acompanhar todos os processos eleitorais à Diretoria Comercial desde a sua criação, em 2006. Nesse período, o processo sempre contou com o interesse e a participação da categoria, mas também com alguns problemas. Campanhas marcadas por ataques e pela falta de conhecimento e clareza das atribuições do cargo não são novidades nesse processo. Especialmente em tempos em que a relação da categoria com os demais Diretores indicados pelo Governador é conturbada, as promessas impraticáveis acabam soando como música aos ouvidos pouco avisados que não conhecem muito bem as atribuições e os limites do cargo para o qual o candidato concorre.
Assim, é fundamental conhecer as propostas dos candidatos e votar naquele que apresenta as sugestões mais factíveis e aplicadas ao exercício da função. Já na eleição para a representação dos empregados no Conselho de Administração, o cenário é mais nítido: Paulo Horn é candidato único à reeleição, tem apoio da Intercel e da APCelesc, tem feito um belo trabalho e conhece de fato o que é possível ou não fazer no Conselho. Você não verá nas propostas de Paulo a promessa de aumentar o Quadro de Dotação ou a frota da Celesc. E não verá pois, sozinho, não tem como garantir que seja aprovado orçamento no Conselho que assegure isso. Aliás, nem o Diretor Comercial pode, pois não tem maioria na Diretoria Executiva para impor sua vontade. Cabe a ambos trabalharem para que esses temas tenham, por composição e extensa discussão, convergência para o aumento da quantidade de trabalhadores concursados e as melhores condições de trabalho para os celesquianos.
Um exemplo de como funcionam as representações eleitas pelos empregados foi o processo de reestruturação da Celesc, aprovado recentemente. O diretor comercial e o representante dos Empregados votaram contra a reestruturação, o que não foi suficiente para interromper o processo. Mas, se no voto não é possível impor a vontade dos celesquianos, de que serve a atuação das nossas representações? Servem para ter acesso à informação estratégica e, no cumprimento de suas responsabilidades, buscar o equilíbrio das decisões e o fortalecimento da gestão participativa, atuando dentro e fora dos espaços formais, no melhor interesse dos trabalhadores e da manutenção da Celesc Pública.
No caso da Reestruturação, a atuação conjunta entre Diretor Comercial eleito, com exposi ções técnicas e registro de voto contrário minucioso na Diretoria Executiva, e a forte e precisa atuação do Representante dos Empregados no Conselho, lado a lado com os sindicatos da Intercel, na Assembleia Legislativa e junto a interlocutores do Governo do Estado possibilitou, dentre outros avanços, a manutenção do atendimento comercial na Diretoria Comercial e do Departamento de Gestão de Pessoas na Diretoria Administrativa.
Ser Diretor ou Conselheiro não é fácil. As soluções não são simples, as discussões infelizmente não são sempre pautadas na razoabilidade e as aprovações necessárias para que as coisas aconteçam adequadamente na empresa dependem de muita interlocução prévia, de muita resiliência e capacidade política para fazer que sejam encaminhadas.
A Diretoria Comercial seguirá com papel fundamental nas discussões de todos os assuntos da Celesc, sem mudar o alcance de suas prerrogativas estatutárias atuais. Não será o Diretor Comercial que determinará as condições do Acordo Coletivo, mas caberá a ele atuar junto aos demais Diretores para que as pautas dos trabalhadores sejam efetivamente negociadas e ouvidas, desde que mantenha clima organizacional para isso nas discussões internas da empresa. O Conselho de Administração seguirá sendo o espaço de representação mais importante da Celesc, tanto no organograma e no ambiente de governança, quanto na atuação à manutenção da Celesc Pública.
Para a Diretoria Comercial os trabalhadores terão a responsabilidade de escolher a alternativa mais preparada para o exercício do cargo. Para o Conselho de Administração, o voto massivo no Paulo Horn é, mais do que nunca, uma declaração de união e força na luta contra a privatização da Celesc. Nos dois casos, retomando o início desse texto, o exercício do voto não é somente um direito, mas um DEVER de todos, para que saiamos ainda mais fortalecidos desse processo, tocando adiante o nosso lema: Celesc Pública, bom para todo mundo!

