Segunda Rodada de Negociação Axia Energia: Dividir para conquistar foi a tônica da empresa

Segunda Rodada de Negociação Axia Energia: Dividir para conquistar foi a tônica da empresa

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Na última sexta-feira, dia 20, foi realiza a segunda rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho. Na mesa, os representantes da Axia apresentaram os pontos que enten­dem que deverão ser contratados, modificados e não contra­tados. Ficou muito nítida a intenção da empresa em seguir no movimento da unificação de direitos e benefícios. No en­tanto, a proposta vem no sentido de unificar pelo mínimo praticado e não pela melhor condição.

A empresa, em diversos momentos, afirmou que estaria visando aplicar para o Acordo Coletivo uma média de direitos e benefícios de outras empresas do setor. O Coletivo Nacio­nal dos Eletricitários (CNE), contudo, lembrou que é preciso que a direção da Axia tenha em mente que essa é a maior empresa do setor e quem faz dela a maior do setor são seus empregados.

Além disso, o CNE afirmou que entende a importância da unificação e de ajustes necessários à nova natureza jurídica da empresa e defende que esta unificação deve vir nivela­da na melhor condição, conforme a pauta de reivindicação aprovada pela categoria, valorizando os profissionais que estão construindo a nova Axia.

Uma empresa que se coloca como a maior do setor elétri­co da América Latina, moderna e que busca o novo, deve ser também pioneira, na vanguarda da valorização e gestão de seu quadro de pessoal. Transparência, respeito e garantia de boas condições de trabalho são o mínimo esperado.

Os resultados excelentes que a Axia apresentou devem ter reflexo para quem trabalhou arduamente para que fos­sem alcançados. Não apenas no pagamento de uma PLR, mas na real valorização dos direitos e benefícios que fazem com que as pessoas se sintam motivadas a continuar, e não apenas como uma empresa de passagem que seja boa en­quanto dure.

A próxima rodada de negociação está prevista para ocor­rer no dia 1º de abril, também no Rio de Janeiro. Para que seja uma reunião de bons frutos, a unidade da categoria é fundamental. Não podemos cair na lógica do divisionismo que a empresa tenta pregar. Isonomia sim, mas sem retirar conquistas históricas de algumas bases nivelando o proces­so por baixo.

Uma grande empresa se constrói com a valorização real de seus trabalhadores e trabalhadoras.

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