Defesa das empresas públicas catarinenses, como Celesc e Casan, estão na pauta da Marcha deste ano
Após 12 anos, a classe trabalhadora catarinense volta às ruas de Florianópolis para a 6ª Marcha dos Catarinenses, marcada para a próxima terça-feira, dia 18. Com o lema “Do campo à cidade, quem constrói Santa Catarina é a classe trabalhadora”, a mobilização reunirá sindicatos, movimentos sociais, estudantes, juventude e organizações populares em defesa de um estado mais justo, democrático e comprometido com quem produz a riqueza. Construída de forma unitária pelas centrais sindicais CUT, CTB, CSB, Nova Central, Intersindical, UGT e Força Sindical, junto aos movimentos sociais e estudantis, a Marcha pretende reunir milhares de pessoas na capital catarinense. A mobilização defenderá um novo projeto para Santa Catarina, baseado na valorização do trabalho, no fortalecimento dos serviços públicos, na ampliação de direitos e na redução das desigualdades. Entre as principais bandeiras estão a defesa dos serviços públicos e das empresas estatais, como Celesc e Casan; o fim do confisco de 14% sobre aposentados e pensionistas; o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução salarial; a defesa da educação pública e das políticas de cotas; a valorização dos servidores públicos; além da reforma agrária, agricultura familiar, moradia digna, direitos dos povos indígenas e quilombolas e proteção ambiental. As entidades também denunciam a política de renúncias fiscais do governo estadual. Segundo a organização da Marcha, estão previstos R$ 31 bilhões em renúncias fiscais em 2026, enquanto áreas essenciais como saúde, educação, assistência social, habitação, saneamento e infraestrutura enfrentam dificuldades de investimento. A mobilização também denunciará a violência contra as mulheres e defenderá o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e proteção, além de se posicionar contra a criminalização e a perseguição ao movimento sindical e aos movimentos sociais. A 6ª Marcha dos Catarinenses será, ainda, um espaço para apresentar à sociedade propostas para um estado que coloque as pessoas acima dos privilégios, com políticas públicas fortalecidas, valorização dos trabalhadores e distribuição mais justa da riqueza produzida em Santa Catarina. A categoria eletricitária está convidada a somar forças nessa importante jornada de lutas. No dia 18 de agosto, é hora de ocupar as ruas e reafirmar: do campo à cidade, quem constrói Santa Catarina é a classe trabalhadora.

