Em seminário da CNU, Sinergia denuncia medidas que enfraquecem empresas públicas do setor elétrico
O Sinergia participou na semana passada do Seminário de Energia para debater o papel estratégico do setor elétrico no desenvolvimento do Brasil.
Representaram o sindicato na atividade os diretores Lucas Henique da Silva, Caroline Borba, Tiago Vergara, Cecy Marimon e Cleber Borges da Silva, que participam dos debates e reflexões sobre os desafios e perspectivas para o futuro da energia no País. O Sinergia e a Federação Sul dos Urbanitários (FESUL) têm papel importante na articulação do evento, com a organização realizada através da Secretaria de Energia da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), ocupada por Tiago Vergara, e pela presidenta da Fesul, Cecy Marimon, ambos da direção do Sinergia.
Durante o evento, o diretor do Sinergia e representando a Intercel, Cleber Borges da Silva, participou da mesa que debateu a privatização do setor elétrico, com foco na Celesc. No debate, ficou evidente que as políticas adotadas em processos de privatização de empresas do setor elétrico são semelhantes às que vêm sendo aplicadas na Celesc: ampliação da distribuição de dividendos, redução do quadro de trabalhadores próprios, aumento da terceirização e venda de imóveis e outros ativos da empresa.
Por isso o Sinergia alerta a categoria, especialmente em um ano eleitoral. Embora existam discursos e promessas de que não haverá privatização, as medidas implementadas na prática apontam em sentido contrário, acendendo um alerta para os trabalhadores e trabalhadoras e para a sociedade catarinense sobre o futuro da empresa pública.
Promovido pela CNU, em parceria com entidades do setor, o seminário aconteceu nos dias 10 e 11 de junho, em São Paulo, reunindo dirigentes sindicais, especialistas e trabalhadores para discutir temas fundamentais para a soberania energética, a defesa das empresas públicas, a transição justa e a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico.
O Sinergia segue presente nos espaços de debate e construção coletiva, fortalecendo a luta por um setor elétrico público, eficiente e comprometido com os interesses da população brasileira.

