TCE-PR debate impactos da privatização da Copel e a deterioração dos serviços

TCE-PR debate impactos da privatização da Copel e a deterioração dos serviços

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Conselheiros criticam venda de ativos e alertam sobre a responsabilidade do Tribunal na fiscalização após a desestatização da companhia elétrica paranaense

Em uma sessão realizada na quarta-feira da sema­na passada, dia 1º de julho, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) discutiu a atuação do ór­gão após a privatização da Copel, a companhia elétrica paranaense.

Conselheiros fizeram duras críticas a deterioração dos serviços prestados pela empresa e questionaram a venda de seu patrimônio imobiliário. O debate se in­tensificou quando o conselheiro Fábio Camargo aler­tou que limitar a atuação do TCE tornaria o órgão um mero espectador da privatização, ressaltando que a população não recebeu as melhorias prometidas.

Camargo mencionou interrupções no fornecimento de energia em diversas regiões do Paraná que impac­taram produtores rurais e a redução da iluminação pú­blica. Ele criticou o governo estadual por vender ativos da Copel para cobrir dívidas, afirmando que esse patri­mônio pertence ao povo. Durante a discussão, surgiu a preocupação com o Banco Master, sugerindo uma relação entre a venda de ativos e o caso.

O presidente do TCE, Ivens Linhares, revelou um re­latório inédito que aponta uma deterioração nos servi­ços da Copel, com um aumento de 133% nas reclama­ções dos consumidores em 2025. Apesar da gravidade do debate, a votação sobre as competências do TCE foi adiada após pedido de vista, deixando pendente a definição sobre a fiscalização da empresa privatizada.

O assunto será retomado nas próximas sessões, com potencial impacto nas condições da privatização e na atuação do Tribunal.

A Copel foi privatizada no final de 2022 pelo gover­nador Ratinho Júnior (PSD).

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