Reuniões canceladas e proposta unilateral levam negociação à mediação no Ministério Público do Trabalho
A negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027 dos empregados da Cerej segue indefinida. O Sinergia promoveu as Assembleias de construção da Pauta de Reivindicações entre o final de março e o início de abril. Em seguida, encaminhou a Pauta para apreciação da Diretoria da Cerej, que demorou a agendar a primeira reunião de negociação.
A data agendada para a primeira reunião (30 de abril) foi desmarcada pela empresa em cima da hora. A alegação era de que o presidente da companhia não estaria na cooperativa naquela data. Para surpresa do sindicato, o Sinergia foi até a sede da Cerej no dia 30 de abril e deu de cara com o presidente da cooperativa. A nova reunião só foi agendada para o início do mês de maio, já com o Acordo vencido (a data-base era 1° de maio), mas renovado por mais 30 dias após muita pressão do sindicato.
A primeira reunião foi marcada por divergências na mesa de negociação e uma nova reunião seria agendada pela Cerej, o que não ocorreu. Ao contrário, a empresa enviou ao sindicato uma proposta praticamente pronta de Acordo Coletivo, sem margem para negociar, que foi negada pela categoria.
O Sinergia buscou o presidente da cooperativa para mais uma tentativa de reunião, que foi frustrada, já que não houve avanço. Diante desse quadro e do impasse criado, o sindicato fez o protocolo de um pedido de mediação ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para que as negociações possam avançar e ter, enfim, um desfecho.
A orientação do sindicato no momento é que a categoria aguarde pela mediação. Após a realização da mediação, havendo ou não avanços em mesa, o sindicato novamente fará Assembleias com os trabalhadores para que possam, conjuntamente, aprovar ou rejeitar a contraproposta da Cerej.

