Democracia inabalada

Atos em diversas cidades brasileiras exaltaram a importância da democracia um ano após a tentativa de golpe em Brasília

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Ato pela democracia em frente ao Masp, em São Paulo - foto: Elineudo Meira

Esta segunda-feira, 8 de janei­ro, marcou um ano da tentativa frustrada de golpe à democracia por fanáticos políticos que inva­diram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Ato no Largo São João Paulo II, em Florianópolis.

Para marcar a data e refor­çar o compromisso, a defesa e a importância da democracia, diversos atos foram realizados em todo o Brasil nesta segunda­-feira.

Em Brasília, por exemplo, as principais autoridades do país se encontraram numa cerimônia chamada ‘Democracia Inabala­da’, no Salão Negro do Congres­so Nacional, e exaltaram a união dos Poderes. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, inaugurou a exposição “Após 8/1: Recons­trução, Memória e Democracia”, que conta como foi a retomada do Ano Judiciário e a reconstru­ção do Plenário do STF após os atos golpistas. O Presidente do órgão, Ministro Luís Roberto Bar­roso, afirmou que os criminosos golpistas são “falsos patriotas que não respeitam os símbolos da pátria. Falsos religiosos que não cultivam o bem, a paz e o amor. Desmoralizaram Deus e a bandeira nacional”.

Presidente Lula, Ministro Barroso e Presidente do Senado Rodrigo Pacheco –
foto: Ricardo Stuckert

Além disso, o Ministério da Cultura anunciou a criação do Museu da Democracia, espaço dedicado à memória e união dos setores democráticos do país.

Ministro Luís Roberto Barroso,
presidente do STF – foto: reprodução/
TV Justiça

Também no dia 8, foram reali­zadas nas capitais e maiores ci­dades brasileiras manifestações populares em defesa da demo­cracia. A convocação dos atos foi realizada por movimentos so­ciais e pelas centrais sindicais.

Em Florianópolis, o ato foi re­alizado em frente à Catedral Me­tropolitana, no Largo São João Paulo II. Lideranças políticas e sociais se revezaram ao micro­fone, lembrando a necessida­de de respeitar o resultado das urnas e do processo eleitoral: “teve gente que não quis reco­nhecer o resultado da eleição, mas o resultado foi legítimo, foi legal e não poderia ser desres­peitado”, afirmou Elenira Vilela, dirigente do Sindicato Nacional de Trabalhadores e Trabalhado­ras em Educação.

Constituição recuperada após ataques e
exposta na Câmara dos Deputados

Já Ideli Salvatti, ex-Senadora da República, lembrou de diver­sos símbolos da democracia presentes na capital catarinen­se, entre eles, o Palácio Cruz e Sousa, palco da Novembrada, manifestação que mostrou a indignação da população cata­rinense com a ditadura militar, representada pelo General Fi­gueiredo, em 30 de novembro de 1979.

Por fim, discursou o jornalista e suplente de deputado estadual Jean Volpato, que afirmou que pensou por muitos anos “que a democracia era algo consolidado em nosso país. Mas veio um pro­cesso de golpe em 2016, quan­do uma presidenta honesta foi tirada por um bando de merce­nários e ali acendeu um alerta”. E que, em 8 de janeiro de 2023, “tivemos a tentativa de golpe por pessoas do movimento fascista, de movimentos neofascistas ar­ticulados e aí começamos a ver que a democracia é, na verdade, como uma plantinha, que preci­sa ser regada todos os dias, se não, ela vai morrer, já que a de­mocracia não está consolidada e é uma luta perene e constante”.

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