Eletricistas da Celesc são agredidos durante corte de energia em Florianópolis

Eletricistas da Celesc são agredidos durante corte de energia em Florianópolis

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ATAQUE EXPÕE RISCOS ENFRENTADOS POR TRABALHADORES EM CAMPO E REACENDE DEBATE SOBRE FALTA DE PROTOCOLOS DE SEGURANÇA E PREPARO PARA SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA

 No desempenho de uma atividade essencial para a po­pulação, dois eletricistas da área comercial da Celesc foram vítimas de agressão enquanto realizavam um serviço de suspensão de fornecimento de energia por inadimplência. O episódio, ocorrido na Agência Regional de Florianópolis, expõe de forma preocupante os riscos e a vulnerabilidade a que estão submetidos diariamente os trabalhadores do setor elétrico em Santa Catarina – que, muitas vezes, exercem suas funções sob tensão, insegurança e ameaça constante à pró­pria integridade física.

Durante a realização do procedimento, um dos eletricis­tas encontrava-se no cesto aéreo efetuando o desligamento da unidade consumidora diretamente no poste, enquanto seu parceiro de equipe permanecia em solo prestando apoio operacional. Foi neste momento que o trabalhador em terra foi surpreendido por trás pelo agressor, que o atacou violen­tamente, esganando-o pelo pescoço. A situação gerou mo­mentos de extremo perigo e tensão, colocando em risco não apenas a integridade física dos trabalhadores, mas também a segurança da própria operação.

Um episódio desta natureza poderia ter resultado em con­sequências ainda mais graves, inclusive fatais, considerando que o outro eletricista executava atividade em altura e em con­tato com a rede elétrica energizada.

Os eletricistas da área comercial desempenham uma fun­ção essencial para garantir a sustentabilidade e o funciona­mento do sistema elétrico, cumprindo determinações opera­cionais e procedimentos definidos pela empresa. Entretanto, estes profissionais vêm sendo expostos cada vez mais a situ­ações de ameaça, intimidação e violência durante o exercício de suas funções. Além da gravidade da agressão, o episódio também revelou outra preocupação alarmante: os trabalhado­res sequer tinham conhecimento claro sobre como proceder para registrar oficialmente a ocorrência e quais protocolos deveriam ser adotados após uma situação de violência em campo.

Esse fato demonstra a necessidade urgente de a diretoria da Celesc implementar treinamentos específicos para todos os trabalhadores que atuam em atendimento externo e opera­ções comerciais, preparando as equipes para agir corretamen­te diante de situações de agressão, ameaça ou risco iminente. É fundamental que existam protocolos claros, orientação ins­titucional, suporte imediato e capacitação permanente para garantir a segurança física e emocional dos empregados. É inadmissível que trabalhadores saiam para cumprir suas ati­vidades sem a garantia efetiva de segurança e sem preparo adequado para enfrentar situações de violência. A violência contra eletricitários não pode ser tratada como algo “normal” ou inerente à profissão.

Diante do ocorrido, cobra-se uma postura firme da dire­toria da Celesc, com medidas concretas para proteger seus empregados, ampliar os protocolos de segurança, fortalecer o acompanhamento em áreas de risco e oferecer suporte jurídi­co, psicológico e operacional às equipes. Nenhum profissional deve colocar sua vida em risco simplesmente por cumprir seu dever. O respeito aos trabalhadores do setor elétrico é uma questão de dignidade, segurança e valorização profissional.

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