Intercel e Diretoria da Celesc assinam Acordo de PLR 2026

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ACORDO ASSINADO NA SEMANA PASSADA VALERÁ PARA AS PARCELAS A SEREM PAGAS EM OUTUBRO/2026 E EM MAIO/2027

Os sindicatos da Intercel e a Diretoria da Celesc se reuniram na última quinta-feira, 23 de abril, para a assinatura do Acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2026. Foi o primeiro encontro entre os dirigentes sindicais e o novo presidente da companhia, Edson Moritz. A reunião teve um tom respeitoso, com apresentação, pela Intercel, do histórico das últimas negociações de PLR, e enaltecendo o fato dessa negociação ter sido encerrada ainda no primeiro trimestre do ano, com avanços para a categoria.

Após a assinatura do Acordo, a Intercel dialogou sobre a correspondência enviada ao presidente com uma série de tópicos defendidos pelos sindicatos, como a primarização dos serviços – com a realização de novos concursos públicos e o chamamento de profissionais aprovados em concursos vigentes -, o fortalecimento da empresa pública e a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população catarinense. As entidades sindicais também cobraram do novo presidente que as portas permaneçam abertas ao diálogo, especialmente em momentos de tensão.

Moritz, por sua vez, relembrou sua trajetória profissional, com foco em sua atuação recente na diretoria e presidência da Casan. Ele afirmou que nunca esteve em pauta a privatização da Celesc em conversas junto ao governador Jorginho Mello (PL), destacou que pretende seguir trabalhando pela Celesc Pública e que deseja colocar sua experiência para ajudar a resolver alguns problemas, como o sistema Conecte – que disse estar “incomodando o governador”. Ainda se referindo ao Conecte, Moritz argumentou ser necessário melhorar a imagem da Celesc e resgatar os clientes. Lembrou, também, que há certos investimentos que a empresa faz somente por ser pública: “O programa Energia Boa, por exemplo, é um projeto que somente uma empresa pública faria. Uma empresa privada não faria. Isso faz parte da função social da Celesc”. Ao fim de sua fala, o presidente se comprometeu a agendar uma nova reunião para dar retorno aos pontos elencados na correspondência dos sindicatos.

A representação da Intercel reforçou, ao final do encontro, ser necessário relembrar a todo momento o discurso em defesa da manutenção da Celesc Pública, em função das inúmeras tentativas veladas de golpe já orquestradas por diferentes governos ao longo dos anos: “Precisamos estar diuturnamente falando e batalhando pela Celesc Pública. Nossa preocupação é com o bom atendimento à população e por isso precisamos da realização de concursos públicos para a internalização da mão de obra, em função da defasagem do quadro de pessoal”. A Intercel lembrou que o modelo de gestão de Tarcísio Rosa não pode ser copiado, já que, apesar do grande volume de investimentos realizado, a quantidade de reclamações aumentou consideravelmente, fruto justamente da defasagem do quadro de pessoal.

O novo presidente terá grandes desafios pela frente: recuperar a imagem da Celesc junto à população catarinense, que foi arranhada durante a gestão Tarcísio Rosa. Além disso, retomar o diálogo e o respeito com as representações dos trabalhadores e a confiança da categoria eletricitária. A lógica do enfrentamento e a punição a trabalhadores que se organizam na defesa de direitos não pode permanecer.

 

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