Pauta de Reivindicações e cobraram valorização dos trabalhadores e compromisso com a Celesc Pública
Representantes dos sindicatos que integram a Intercel se reuniram, na quarta-feira (5), com a diretoria da Celesc para dar início às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027. O coordenador da Intercel, Douglas Dutra da Silva, entregou ao presidente da empresa, Edson Moritz, a Pauta de Reivindicações aprovada pelos trabalhadores na Assembleia Estadual realizada no dia 1º de agosto, em Capivari de Baixo. Durante a reunião, Moritz apresentou as prioridades da gestão para os próximos meses, destacando a preparação da Celesc para o período de 2027 a 2030, os desafios da abertura do mercado de energia, o crescimento da demanda no estado e a busca por maior competitividade. Também citou a tentativa de resolver problemas do sistema Conecte. Para a Intercel, porém, a preparação da Celesc para os próximos anos precisa estar acompanhada de um compromisso efetivo com a manutenção da empresa pública e a valorização dos trabalhadores. Os sindicatos reforçaram que a qualidade do serviço prestado à população depende diretamente de boas condições de trabalho, remuneração adequada e valorização dos celesquianos. Valorização e recomposição do quadro Entre as principais reivindicações apresentadas estão a garantia de emprego, a manutenção da Celesc Pública, a isonomia, a recomposição do quadro próprio de trabalhadores, a redução da terceirização e a recomposição das liberações de dirigentes sindicais. A Intercel também destacou a importância das cláusulas sociais e defendeu que elas não sejam colocadas em segundo plano durante as negociações. Os sindicatos alertaram ainda para a necessidade urgente de contratação de trabalhadores diante do crescimento da demanda por energia em Santa Catarina. Para a representação dos empregados, recompor o quadro próprio é fundamental para garantir a qualidade e a continuidade dos serviços prestados à população. A direção da Celesc informou que os resultados da revisão tarifária, previstos para 17 de agosto, poderão influenciar as discussões econômicas do ACT. A Intercel, por sua vez, defende que o acordo seja discutido para além das questões financeiras e regulatórias, garantindo a manutenção dos direitos conquistados e melhores condições para os trabalhadores. Presidente deixa reunião sem responder aos sindicatos Apesar de afirmar disposição para o diálogo e reconhecer a contribuição dos sindicatos para o futuro da empresa, o presidente Edson Moritz deixou a reunião antes que pudesse responder às questões apresentadas em correspondência pela Intercel no mês de abril. Esta foi a segunda reunião em que o presidente se comprometeu a apresentar respostas, mas deixou o encontro sem fazê-lo. Uma nova reunião com o presidente deverá ser marcada nos próximos dias. Para os sindicatos, a expectativa é que a próxima etapa das negociações seja marcada por avanços concretos e disposição efetiva da empresa para discutir as reivindicações da categoria. A próxima reunião de negociação do ACT está marcada para esta quarta-feira, dia 12.

