Nova decisão no STF causa dúvidas entre a categoria eletricitária

Nova decisão no STF causa dúvidas entre a categoria eletricitária

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Mesmo com fim da idade mínima, reforma da Previdência segue excluindo quem trabalha sob risco de choque elétrico

Na quarta-feira, 3 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu o julgamento da Ação Direta de Inconstituciona­lidade, a ADI 6309, e, por maioria, invalidou o trecho da Emenda Constitucional 103/2019, que exigia idade mínima para a apo­sentadoria especial. Com isso, basta comprovar o tempo de contribuição, sem necessidade de idade mínima.

Essa decisão do STF traz de volta a aposentadoria espe­cial dos Trabalhadores expostos ao risco do choque elétrico? Essa decisão não altera em nada a condição do trabalhador ex­posto ao agente perigoso eletricidade, já que desde a reforma (desmonte) da previdência, as atividades que podem por em risco a integridade física não mais tem previsão Constitucional à aposentadoria especial. Portanto, a aposentadoria especial está prevista apenas aos trabalhadores expostos aos agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde. Outra altera­ção trazida pela reforma da previdência é em relação à impos­sibilidade de se caracterizar a atividade especial por categoria, ou seja, a aposentadoria especial será reconhecida apenas aos trabalhadores que comprovarem através de laudos técnicos a exposição aos agentes nocivos à saúde, independentemente da categoria profissional.

Como os trabalhadores expostos aos riscos de choque elétrico podem recuperar a aposentadoria especial? O PLP 042/2023 tramita na Câmara dos Deputados, visando regula­mentar alguns pontos da aposentadoria especial. Um GT (Gru­po de Trabalho) formado por dirigentes sindicais que represen­tam os trabalhadores do setor elétrico, acompanha a discussão e tramitação desse projeto de lei, que atualmente encontra-se em debate na Comissão de Finanças e Tributação. Este projeto, inicialmente contemplava os trabalhadores expostos ao risco de choque elétrico e os vigilantes, em razão das empresas des­ses seguimentos já contribuírem para a Previdência Social de forma diferenciada, exatamente para custear os acidentes de trabalho e a aposentadoria especial, no entanto, ao ser apre­ciado nas Comissões de Trabalho e de Previdência, acabou in­corporando trabalhadores de outros seguimentos que não reco­lhem de forma diferenciada, o que tem dificultado a aprovação do projeto na Comissão de Finanças e Tributação. Diante dessa realidade, a Confederação Nacional dos Urbanitários, através do Grupo de Trabalho, se reunirá nessa semana para definir as novas estratégias de mobilização para viabilizar o retorno da Aposentadoria Especial a esses trabalhadores.

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