Trabalhadores rejeitam proposta de PLR 2026 da ENGIE

Trabalhadores rejeitam proposta de PLR 2026 da ENGIE

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Sindicatos cobram avanços para garantir um acordo mais justo

A proposta apresentada pela Engie para o Acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2026 foi rejeitada pelos trabalhadores. A decisão foi tomada nessa semana após a realização de 30 assembleias nos locais de trabalho, com votação unificada e itinerante. Ao final da apuração, 60% dos votos foram contrários à proposta da empresa. A mobilização demonstra que, embora a proposta represente um ponto de partida para as negociações, ainda existem questões importantes que precisam ser aprimoradas. Para os representantes dos trabalhadores, o objetivo é construir um acordo que reconheça de forma mais justa a contribuição de todos para os resultados da empresa. Entre os pontos questionados está a exclusão dos empregados que atuam nos ativos de transmissão do programa de PLR. Trabalhadores que desempenham atividades essenciais lado a lado com empregados incluídos no programa, acabam submetidos a tratamentos diferentes. Para os sindicatos, não há justificativa para essa desigualdade. Outro ponto de preocupação é o tratamento dado aos empregados afastados por auxílio-doença. A reivindicação é para que esses trabalhadores não sejam penalizados no momento de maior necessidade, garantindo sua participação no programa de PLR. Os sindicatos também defendem a inclusão da média de horas extras no cálculo da PLR. A medida reconheceria o esforço dos empregados que extrapolam a jornada para cumprir metas estabelecidas pela empresa, especialmente aqueles que atuam em carreiras com jornadas sem controle de horário. Valor mínimo e transparência A proposta também é considerada insuficiente em relação aos valores pagos. Os trabalhadores reivindicam o estabelecimento de uma remuneração mínima de R$ 5 mil como referência para a PLR. O boletim da InterEBE destaca que empresas de porte semelhante adotam valores superiores, reforçando a necessidade de avanço na proposta apresentada pela Engie. Outro aspecto central é a transparência na apuração dos resultados. Os sindicatos cobram acesso às informações necessárias para acompanhar a execução do programa, incluindo os resultados das unidades operacionais, os critérios relacionados à meta de EBITDA e os casos considerados como expurgos. Sem informações completas e acessíveis ao longo do ano, os trabalhadores ficam impossibilitados de acompanhar adequadamente a evolução das metas e compreender como os resultados impactarão o valor da PLR. A rejeição da proposta não encerra as negociações. Os sindicatos aguardam agora o agendamento de uma nova reunião com a empresa, na expectativa de que os pontos apresentados pelos trabalhadores sejam considerados e que a Engie avance na construção de um acordo mais justo. A mobilização nas 30 assembleias demonstra que a participação e a unidade dos trabalhadores são fundamentais para garantir avanços na negociação. A luta por uma PLR mais justa continua

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