O Sinergia promoveu no final de maio as Assembleias com trabalhadores da Cerej na sede e nas unidades de Major Gercino e Leoberto Leal. Em todas as Assembleias houve a rejeição à contraproposta ao ACT. O sindicato informou o resultado à direção da empresa na sequência e obteve um retorno somente nessa terça-feira, dia 9.
Em correspondência ao Sinergia, a Cerej reafirma a contraproposta feita anteriormente e utiliza argumentos que não dizem respeito à realidade da Cooperativa. O presidente, Edson da Cunha, cita a variação no PLD, preço da energia de curto prazo e a variação do preço da energia em países da OCDE. Esquece, entretanto, que o PLD apenas é aplicado quando se comercializa energia fora dos contratos normais de compra e venda de energia.
Já a variação do preço da energia nos países da OCDE reflete a realidade de nações que se encontram afetados pelos conflitos na Europa Oriental (a guerra entre Ucrânia e Rússia, por exemplo) e pouco diz sobre a realidade brasileira e catarinense.
Parece que para negar direitos aos trabalhadores e negar a negociação, a Cerej escolhe qualquer argumento que lhe pareça satisfatório, mesmo que não se aplique à realidade. Já aos argumentos dos trabalhadores, não há uma linha sequer escrita na correspondência.

