Energia dos Catarinenses ou País das Maravilhas?!

Governador Jorginho Mello permanece alheio ao sucateamento da empresa?!

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Uma das ficções mais surreais, “Alice no País das Maravilhas”, do autor Charles Lutwdge Dodgson, conta sobre a personagem Alice, que é transportada para um mundo de absurdos e contradições, onde a realidade parece distorcida e os personagens têm motivações ocultas. De certa forma, a situação na Celesc parece ecoar essa atmosfera surreal, onde as declarações do presidente da empresa em sua percorrida pela Regional de Chapecó, são como o Coelho Branco apressado, levando Alice (e os trabalhadores) a questionar o que é verdadeiro e o que é ilusório. 

Assim como Alice encontra personagens que dizem uma coisa e fazem outra, a fala do presidente da Celesc sobre privatização e as ações da diretoria apontam para o contrário, refletindo essa dualidade. É como se estivéssemos no cenário do Chapeleiro Maluco, onde o absurdo é a norma, e as aparências sempre enganam. O presidente, em Chapecó, afirmou aos trabalhadores que não fala sobre privatização, mas suas ações são contraditórias e levam a uma insegurança em relação à manutenção da Celesc Pública. 

Então, vejamos… o aumento dos dividendos dos acionistas pode ser comparado ao enigma do Gato Risonho, que desaparece e reaparece de forma misteriosa, sugerindo uma realidade sempre mutável. Da mesma forma, a falta de contratação de mão de obra própria, principalmente para funções essenciais ao atendimento à população, nos faz pensar na Rainha de Copas cortando cabeças e priorizando interesses particulares em detrimento do bem-estar geral dos trabalhadores e o bom atendimento à sociedade. 

A terceirização crescente pode ser vista como a poção que faz Alice encolher ou crescer, alterando a estrutura e a dinâmica da empresa de maneira imprevisível. No fim das contas, como no País das Maravilhas, a realidade na Celesc parece um labirinto de ilusões e contradições, onde a verdade está sempre oculta e o futuro permanece incerto – apesar dos “discursos”. 

Esse cenário está sendo forjado por personagens da nossa realidade que são contratados para cargos de confiança do atual governo, que simplesmente esqueceu dos eletricitários, pois não recebe representantes da categoria e nem abre opções de diálogo. O atual governador parece alheio às ações da atual diretoria, debaixo de seu próprio nariz. 

Acorda, governador! Será que as suas falas sobre a manutenção de Celesc Pública não passam de um conto de fadas? A sociedade catarinense cobrará seu preço, assim como faz em São Paulo, no Rio Grande do Sul e logo fará no Paraná, onde, em vez de um coelho como no País das Maravilhas, um ratinho enganou a todos. 

O Setor Elétrico não precisa de mais equívocos. Precisa, com certeza, de continuidade de um bom atendimento. Sobre isso, os celesquianos sabem falar com propriedade, pois constróem diariamente uma empresa pública com excelentes indicadores e competência para recompor o sistema em situações de emergência. Mas, para manter esse nível de qualidade, é preciso mais do que discursos bonitos. Precisamos de fatos concretos! 

Mas, a continuar assim… qual será a próxima história dessa diretoria? O Mágico de Oz? Onde, em um passe de mágica, a Celesc anoitece pública e amanhece privada?

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