Intercel se mobiliza para melhorar PLR de celesquianos(as)

Aprovação de recurso depende prioritariamente de decisão de bom senso da diretoria da Celesc

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A Intercel ingressou com recurso de Revisão do Acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2023 da Celesc na quarta-feira passada, 10 de abril. Se aceito, isso poderá melhorar o valor a ser distribuído a celesquianos e celesquianas na segunda parcela da PLR 2023, a ser paga em 10 de maio de 2024. A petição foi interposta com prazo razoável para análise, podendo ser incluída nessa parcela de 10 de maio; no entanto, isso depende muito de discussões entre diretoria e Conselho de Administração. 

O recurso diz respeito à necessidade de revisão do indicador Ebitda D e Ebitda G, por conta de situações extraordinárias que fogem da responsabilidade dos trabalhadores, impactando negativamente o resultado apurado e, consequentemente, diminuindo o reconhecimento financeiro do esforço dos trabalhadores. 

Entre os fatores que impactam diretamente o Ebitda da Celesc Distribuição está o provisionamento de multa aplicada à Celesc pelo Ibama, referente a irregularidades ambientais no antigo Centro de Ensino e Aperfeiçoamento da Celesc (CeFA). 

Ainda, considerando fatos não gerenciáveis pelos trabalhadores, há o provisionamento de reintegração de posse com indenização por lucros cessantes no valor de R$ 53,4 milhões, decorrente de instalação de linha de transmissão sobre terreno particular, sem o pagamento de indenização prévia. Considerando o expurgo dos dois provisionamentos citados, o resultado do Ebitida da Celesc Distribuição passaria de 96,81% para 114,04%, tendo impacto muito significativo na Parcela Base da PLR dos trabalhadores e refletindo corretamente o esforço dos celesquianos para o alcance das metas e produção do lucro da companhia. 

De acordo com o Coordenador da Intercel, Marlon Gasparin, “o objetivo do recurso é que os trabalhadores sejam reconhecidos, valorizados e não penalizados por questões externas e que não competem aos trabalhadores, pois não são gerenciáveis por eles. A diretoria tem que ter a responsabilidade de efetivamente valorizar os empregados na prática e não apenas nos discursos”.

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