TRIBUNA LIVRE O direito de escolher quem nos representa na Celos

TRIBUNA LIVRE O direito de escolher quem nos representa na Celos

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No dia 17 de setembro, próxima quinta-feira, os partici­pantes da Celos terão a oportunidade de eleger dois di­retores e dois conselheiros fiscais, com seus suplentes. São quatro votos. E cada um deles pesa mais do que pode parecer.

A Celos nasceu em 1973 de uma cláusula de acordo coletivo, fruto da luta dos sindicatos dos eletricitários que hoje compõem a Intercel. Nada do que temos na Fun­dação foi concedido: tudo foi conquistado. E entre essas conquistas, uma das mais importantes é justamente a que exercemos no dia 17 — o direito de eleger, pelo voto direto, quem administra o nosso patrimônio, os nossos planos de saúde e as nossas aposentadorias.

Esse direito não é natural nem permanente. Em mui­tas entidades do país, os dirigentes são indicados, não eleitos. A eleição direta se fortalece, sobretudo, quando os celesquianos exercem o direito de votar. Uma eleição com baixo comparecimento impacta negativamente a re­presentatividade dos eleitos e abre margem para que se defenda a indicação política para esses espaços. Apesar do famoso canto da sereia das indicações de “profissio­nais de mercado”, a realidade costuma ser mais dura: indi­cações dessa natureza acabam significando a escolha de amigos ou de políticos, vindos de quem ocupa o governo do Estado — seja qual for o governo, seja qual for o parti­do. E na Celos esse impacto pode ser ainda maior, porque a Fundação não está sujeita às vedações específicas da Lei das Estatais quanto a indicações políticas. A diferença é simples e é enorme: um dirigente indicado responde a quem o indicou; um dirigente eleito responde a quem o elegeu.

Por isso o comparecimento importa tanto quanto o re­sultado. Cada voto depositado no dia 17 é, antes de tudo, a reafirmação de que esse espaço é nosso e continuará sendo. Votar é a forma mais efetiva de defender o direito de votar.

Temos também um caminho a preservar. A Celos encer­rou o triênio 2023–2025 com R$ 5 bilhões em patrimônio e rentabilidade acima da meta atuarial nos planos, com o orçamento administrativo corrigido apenas pela infla­ção. Na saúde, a Fundação foi reconhecida pelo quarto ano consecutivo entre as melhores autogestões do país, cresceu em mais de duzentos prestadores credenciados e ampliou a Clínica APS. Esses resultados não são obra de ninguém isoladamente: são fruto de gestão coletiva, de continuidade e do trabalho dos empregados da Fundação.

E é exatamente por serem frutos de gestão coletiva que peço atenção especial à Diretoria de Seguridade. Na Ce­los, a rentabilidade do patrimônio é responsabilidade da Diretoria Administrativo-Financeira, e o passivo atuarial — as obrigações dos planos — é responsabilidade da Di­retoria de Seguridade. São duas faces da mesma moeda: rentabilidade só significa alguma coisa quando medida contra o compromisso que ela precisa cobrir. As duas di­retorias decidem juntas sobre custeio, reservas e susten­tabilidade dos planos. O equilíbrio atuarial não se constrói metade de cada vez. É esse o sentido de defendermos duas diretorias e uma só gestão — e é por isso que o voto em Vitor Lopes Guimarães para a Diretoria de Seguridade é tão importante.

As candidaturas apoiadas pela Intercel e pela Associa­ção dos Aposentados e Pensionistas da Celesc (APCe­lesc) são unificadas justamente por essa razão: as duas entidades representam, juntas, ativos e assistidos, e a chapa foi construída para atuar em conjunto. Peço o voto para a Diretoria Administrativo-Financeira, para Vitor Lo­pes Guimarães na Diretoria de Seguridade e para as duas chapas do Conselho Fiscal — Douglas Dutra e Aurélio Ra­mos, Amilca Colombo e Dirceu Simas.

A proximidade das eleições majoritárias põe novamen­te a Celesc no holofote da privatização e, com ela, tudo o que construímos na Fundação. Defender a empresa públi­ca e fortalecer a Celos são a mesma luta, e ela começa com o voto de todos e todas, no dia 17.

Celesc Pública, Celos Forte.

Por Leandro Nunes da Silva, candidato à reeleição na Diretoria Administrativo-Financeira da Celos

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