TRIBUNA LIVRE Votar para quê?

TRIBUNA LIVRE Votar para quê?

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Os populares “santinhos” ainda resistem ao tempo. Ao abrir minha caixa postal, lá estavam eles sedentos por um eleitor, uma eleitora dispostos a ler as promessas dos candidatos e candidatas a cargos do executivo e do legis­lativo estadual e nacional.

Há algum tempo atrás esse tipo de propaganda, sem o advento da Internet, era uma forma efetiva de comunica­ção. Hoje, talvez apenas sirva de cola na hora de votar. Ainda mais numa eleição onde serão eleitos(as) deputa­dos(as) estaduais e federais, senadores(as), governado­res(as) e o presidente da república.

Apesar da acirrada disputa para todos os cargos, não percebo um clima propício à participação do eleitorado. Há uma desmotivação quase generalizada. Parece que as pessoas não enxergam a política como algo concreto e capaz de ajudar a melhorar suas vidas. Há um senso co­mum de que os políticos são todos ladrões e só pensam em si, no seu grupo.

Pior para os políticos? Não! Independente do que pensa­mos, eles, elas, continuarão se elegendo. Pior para você, para mim, para todos que não atentamos sobre a impor­tância da política em nossas vidas. Quando reclamamos de uma rua esburacada ou do precário atendimento em várias áreas, devemos lembrar que isso é determinado ou resolvido por ações políticas.

Ignorar esse fato e votar em qualquer candidato(a), sem antes conhecer a sua história, o posicionamento do seu partido, não ajuda em nada. Gostemos ou não de política, ela interfere direta ou indiretamente em nossa vida. Nes­se sentido, mais do que um dever e um direito, votar com consciência é uma maneira de contribuir para melhorar a cidade, o estado, o país. Nossa vida, enfim.

Pense nisso!

Por Dinovaldo Gilioli, Escritor, ex-dirigente do Sinergia

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