Praia para poucos

TRIBUNA LIVRE | Por Dinovaldo Gilioli, ex-Conselheiro de Administração da Eletrosul/Eletrobras

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Sinceramente, tenho pena dos super-ricos. Coitados, nem podem desfrutar em paz das lindas praias do Brasil. Têm que se misturar com pessoas de qualquer classe social. Isso não é razoável, afinal trabalharam tanto para chegar onde chegaram e agora não conseguem ter o descanso dos justos.

Não conseguem num espaço público e relativamente democrático se diferenciar da plebe, que insiste em levar os seus filhos, mesmo às vezes em buzão apertado, às exuberantes praias do país. Que petulância, esse povo não se enxerga mesmo. Onde se viu querer frequentar as mesmas praias dos super-ricos que, se quiserem curtir a vida sem se misturar com os pobres, com as pessoas de classe média, terão que ficar presos em suas luxuosas mansões com piscinas térmicas regadas a champanhe francesa.

gadas a champanhe francesa. Realmente, ninguém merece esse sacrifício. Muito menos os super-ricos, que já fizeram tanto pelo Brasil. Afinal, é motivo de orgulho, de elevação da auto-estima, ter alguns brasileiros figurando entre os maiores bilionários do mundo. Por isso e muito mais que a PEC 3 – 2022 (Projeto de Emenda à Constituição) que pode – entre outras coisas – privatizar as praias, deve ser comemorada. Essa proposta está sendo retomada em boa hora. Os super-ricos não aguentam mais essa história de praia para todos, de lazer acessível para o povo. Taxar os super-ricos, nem pensar, eles não merecem essa desfeita!

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