CUTUCADAS

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PELÉ FOI O ETERNO 10. E VOCÊ?

Pelé foi eleito, em 2000, o Melhor Atleta do Século XX pela FIFA. Já na avaliação do recém­-chegado presidente da Celesc, nós, celesquia­nos e celesquianas, não somos “nota 10”, confor­me afirmou em discurso em uma Regional. Seria isso uma forma de pres­sionar gerentes na realização de nossas avaliações para movimentação no PCS? Cabe lembrar ao presidente que, há 70 anos, trabalhamos para gerar e distribuir energia ao povo catarinense com qualidade. Sempre fomos muito bem avaliados, o que se reflete nas premiações do setor elétrico, que reconhecem a Celesc como uma das melhores empresas do segmento. Fica a pergunta às pessoas trabalhadoras da Celesc: que nota você daria a um presidente indicado que afirma não conhecer nada do setor elétrico?

GESTÃO DE GABINETE, PROBLEMA NO CAMPO

Não é possível que, ao assinar contratos para tercei­rizar trabalhos e deixar de contratar pessoal próprio, isso seja tratado com tanta tranquilidade por gerentes e diretores da Celesc. Nos contratos, existe uma série de cláusulas que devem ser cumpridas pelas partes, como prazos, pagamentos, troca de informações e registro de acidentes. Se é tão fácil assinar, por que é tão difícil sen­tar à mesa com o órgão fiscalizador (SRTE/SC) para uma reunião de entendimento sobre a greve na terceirizada Setup? Com certeza, algo está errado. E agora, diante da postura irresponsável dos responsáveis da Celesc e da Setup, um processo de fiscalização foi aberto. Há medo de multas? De subnotificação de acidentes, como já ocorreu em Criciúma e em Florianópolis, por exemplo? Perguntamos aos responsáveis: quem ganha com isso? Porque quem perde nós sabemos — são as pessoas tra­balhadoras terceirizadas, submetidas à precarização, e a população catarinense.

ENTRE A “RAINHA” E A REALIDADE

Você conhece a expressão “parecer a rainha da Ingla­terra” (ou “fazer papel de rainha da Inglaterra”)? A frase é usada para descrever alguém que tem apenas um poder simbólico ou decorativo, sem autoridade real de decisão. Na Agência Regional de Florianópolis, a Rádio Peão in­forma que, se não for isso, então é o papel de figura de­corativa. Após assumir a DVAF, o gerente já construiu, na Regional, duas lombadas que mais parecem um açude, de tanta água que se acumula entre elas. E a mais recen­te intervenção foi a construção de uma rampa no estacio­namento para subir com sua moto na calçada e deixá-la embaixo da marquise, resultando na perda de uma vaga de veículo. Fica a pergunta à “Rainha da Inglaterra”: se to­dos estacionarem na calçada para se proteger da chuva e do sol, todos terão esse direito? E como fica a segurança de quem transita por ali?

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